Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/06/07/eduardo-deschamps-agora-esta-desanimado/?topo=67,2,18,,,67
O secretário adjunto da Educação, Eduardo Deschamps, sempre se declarou um “otimista incorrigível” quando ouvido pelos jornalistas sobre as negociações com os professores. Foi ele quem mais trabalhou para buscar uma saída e fechar um acordo com o Sinte.
Acabou de sair de reunião com o governador Raimundo Colombo. Agora, afirmou estar pessimista. Disse:
– Os relatos das assembleias dos professores são desanimadores. Estamos no limite financeiro e o Sinte sabe disso. Avançamos em vários pontos da proposta, no financeiro e nos institucionais. Agora, os grevistas estão pedindo coisas diferentes. O piso salarial está garantido. A tabela da carreira está mais descomprimida.
O secretário disse que o governo não tem como manter os índices atuais da regência de classe.Só se baixar os valores do vencimento básico da tabela. O impasse agora é real. O entendimento ficou mais difícil.
Alguns comentários sobre a manchete:
- Fabiana de Sena Lanznaster diz:
7 de junho de 2011 às 8:29 pmPergunto: -Alguém está preocupado com o desânimo dos professores? Com sua desvalorização? Com o descaso que está sendo tratada a educação Catarinense? Sinceramente, não vejo tal preocupação por parte do governo. E com os milhares de alunos, e o ano letivo? Quem está preocupado? Apenas nós educadores, pq o governo não se mostra preocupado com isso… Mesmo no meio de caos, de propostas que nos feri a inteligência, concordo que precisamos continuar acreditando, é possível negociar, é possível agradar essa classe tão desvalorizada, e nem precisa muito. Porém, a proposta não pode tirar o pouco que temos, e o que for incorporado, que seja de maneira clara e não nos apresente uma tabela com números soltos, sem entendimento. Dou um exemplo:
* Incorporação do prêmio educar de R$200,00=609+200=809 (e assim na carreira, efeito cascata)
Faltariam 46% e alguma coisinha, para o piso de 1 187. Que tal negociar? Qual o percentual do prêmio assiduidade? (que simplesmente sumiu), a porcentagem que falta pode ser paga como? Quando? Vamos fazer um calendário? Estipular valores e datas até o fim de 2011?
Não tenho dúvida de que o impasse fecha ao fim, e nós, mais que prontamente estaremos em sala, fazendo nosso trabalho com dignidade, cabeça erguida e certos de que mudamos a história da educação do nosso Estado.
Fica o apelo…
- Marco A. Pereira diz:
7 de junho de 2011 às 8:31 pmBoa noite, Moacir!
Queria dizer uma coisa ao sr. Deschamps: bem vindo ao clube!
O Governo do qual vocês representam a continuidade, teve 3 anos para se programar para o pagamento do piso! Ou será que vocês achavam REALMENTE que o Supremo lhes daria ganho de causa?Não negociaram conosco em 2008, não abriram diálogo e entraram com a ADIN.
Passaram-se 3 anos e não levaram os professores a sério.
Em 2011 o governador foi passear na Europa; não levava a nossa classe a sério.
Agora, sr. secretário, nós queremos a lei cumprida em sua integralidade. Não seremos nós que subsidiaremos o aumento da folha salarial, isso é responsabilidade SUA.Três anos, sr. secretário, TRÊS ANOS.
Depois de décadas recebendo salários miseráveis, o governo federal aprova um piso DECENTE e vcs correm pro supremo, para economizar verbas para outros fins! Verba da EDUCAÇÃO.Que pena que o sr. está desanimado, nós estamos bem dispostos.
Apesar da canseira que vcs tentaram nos impor.
- flavio borges diz:
7 de junho de 2011 às 9:01 pmCaro Moacir,
O governo comete um equívoco em achatar a tabela salarial e diminuir a regência de classe. Estive na assembleia em Blumenau e a indignação é total, o comentário mais ouvido era: o meu salário vai diminuir e pior que os professores têm razão, os cálculos são simples e os professores são matemáticos nesta hora. Agora uma simples medida para acabar com a greve é a incorporação do prêmio educar/jubilar no vencimento mais o prêmio assiduidade utilizando 22 milhões de reais na tabela salarial proporcionalmente sem mexer nos outros itens da remuneração e negociando o restante durante o ano até se chegar na integralidade do piso nacional dos professores. O governo comete um erro em pagar o piso aos professores que não possuem seu valor de 1.187,00 reais de vencimento e não proporciona o aumento no restante, ou seja, achata a tabela criando uma quebra na carreira.
Espero ter ajudado
Prof Flávio Borges-Blumenau
- George diz:
7 de junho de 2011 às 9:07 pmDeschamps, explica onde anda a verba do FUNDEB que o ministro Haddad disse ser suficiente para garantir o pagamento do piso aos professores de SC? hm, dizem que caiu na vala única do tesouro estadual, sendo distribuída entre todos os poderes… Quando isso vai deixar de acontecer? A tabela não está descomprimida coisa nenhuma! Possuo mestrado e meu vencimento está quase sendo igualado com o nível médio. Isso não é descompressão. Melhor seria elaborar uma proposta que no momento incorporasse o prêmio educar e o assiduidade, mantendo a regência de classe como está (40 % e 25 %), prevendo um prazo com reajustes parcelados até chegar ao valor de 1187,00 para o nível médio reajustando gradativamente e com os mesmos índices na tabela a cada etapa (O prazo final para a totalização poderia ser quando os novos recursos do FUNDEB chegarem, sendo aplicados integralmente na educação sem desvio). É melhor o piso se tornar uma realidade de forma gradativa para todos os níveis de formação e de estágios na carreira do que ser uma invenção, com o governo fingindo que paga o piso diante da sociedade, mas o fazendo apenas para alguns profissionais de nível médio.
- igor zucchi diz:
7 de junho de 2011 às 9:23 pmSenhor Eduardo, “desanimadoras” são as propostas apresentadas por vocês! “No limite financeiro” estamos nós professores, pois nossos salários são muito diferentes dos de vocês, e não conseguimos ter uma vida digna, estamos trabalhando pra sobreviver. Depois de muito tempo no magistério estou pessimista, pois veja, existe uma lei “federal”, que nos ampara a termos um salário e condições de trabalho mais justas e dignas, possibilitando a melhoria na qualidade da educação, porém essa lei que é de 2008, e o governo do LHS fez questão de entrar com uma ADIn. Pois bem, deveriam ter se preparado para uma decisão contraria do STJ, que implicaria nesse pagamento. Agora ouço dizer que o Governo não tem condições de pagar esse valor, que o dinheiro do FUNDEB já foi gasto. Que administração é essa??? Nós, enquanto professores, enquanto sociedade, não podemos continuar aceitando uma situação onde somos “obrigados ” a pagar tanto imposto e tributos, sabendo que esse dinheiro está sendo tão mal aplicado e de maneira duvidosa. ESTAMOS DE OLHO!!!! NÃO ESTAMOS PEDINDO NADA DE DIFERENTE DO QUE JÁ VINHAMOS PEDINDO!
- FABIANA DOS SANTOS VIANA diz:
7 de junho de 2011 às 9:26 pmPois é Eduardo Deschamps, sentimos muito tê-lo desapontado, mas felizmente o governo não nos engana com esta proposta absurda e contrária ao que pedimos. Achou mesmo que iam conseguir mais uma vez nos enrolar com promessas e mais promessas.
Uhm………..estamos fartos, queremos ser valorizados, precisamos ser valorizados, o nosso trabalho é árduo, só quem enfrenta a sala de aula dia-a-dia é que sabe o que é isso. Corrigir provas, preparar aulas, aturar desaforo destes alunos que cada vez mais estão nos enfrentando, e só faltam jogar uma cadeira ou atirar em nós, aguentar esta jornada com três períodos por dia, e ainda com este salário mísero, te garanto secretário adjunto, não é para qualquer um não. Se tem dúvidas secretário, vem dar aula um dia desses no nosso lugar e o senhor vai ver o boi que engolimos todos os dias, com escolas caindo aos pedaços, sem material didático, sem nem sequer material de limpeza (é porque a minha escola é uma sujeira só, as serventes reclamam todos os dias que não tem material para limpar as salas e os banheiros). E ainda pensam que nos enrolam……
- tomaz silveira dos santos diz:
7 de junho de 2011 às 9:32 pmSenhor Eduardo Deschamps.
Saia do mundo de ficção e venha para realidade, ou seja como é possível o Estado pagar inúmeros funcionários de
nível médio tanto, nas secretarias da Administração e da Fazenda, nas quais tenho parentes e verifico que suas
remunerações, vencimentos mais gratificações totalizam mais de 7000,00 (Sete mil reais )de salário mensais. E o
Senhor diz-se desanimado, quando um doutor em educação, o Governo faz uma proposta de vencimento
básico 1998,00 só a gratificação de esforço do funcionário da secretaria da fazenda ao servidor de nível médio é de
3.700,00 (três mil setecentos reais) sendo que ,essas secretarias são ligadas ao poder Executivo, como nós
professores. Todos nós sabemos, que o Estados tem condições financeiras de pagar de imediato a incorporação do
prêmio educar, sem diminuir as gratificação de regência, e assumir o compromisso, em quais meses pagará através
de lei estadual específica para cumprir na íntegra a Lei do Piso para todos níveis do Plano de Carreira do Magistério.
O que não é admissível, é o governo, só culpar o MAGISTÉRIO CATARINENSE, pela falta de planejamento do Governo
Raimundo Colombo, que é continuidade da Tríplice Aliança do governo anterior.
Por favor Secretário Adjunto não desanime , pois nós professores, não poderemos voltar para sala de aula de cabeça
erguida e orgulhosos, com aumento salarial líquido, entre de 100,00(cem reais) a 300,00(trezentos reais) no máximo
o que ocorrerá, com a maioria dos professores, graduados, pós-graduados em níveis de especialização, mestrado e
doutorado.
TODA DEDICAÇÃO PROFISSIONAL SERÁ POUCA, PARA MELHORARMOS A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO CATARINENSE,
CONTUDO, VALORIZAR O MAGISTÉRIO COM SALÁRIOS DIGNOS É ESSENCIAL.
- joao gabriel rempel diz:
7 de junho de 2011 às 9:33 pmCaro Moacir, quero fazer algumas destaques:
* Em primeiro lugar a Assembleia é soberana, e se os professores optarem pela greve, a mesma decisão deverá ser respeitada.
* O governo de Santa Catarina está há mais de dois anos fora da Lei do Piso Nacional Salarial do Magistério.
* A gratificação por Regência de Classe foi uma conquista de nossa categoria em movimentos anteriores, portanto não aceitamos s sua redução dos atuais 40% e 25%. Bem como, queremos que haja equiparação de gratificação para os especialistas.
* O Piso é Lei e conforme a Lei ele deverá aplicar o percentual a todos os níveis de forma equitativa e proporcional, devido ao principio de Isonomia Salarial, que por sua vez é constitucional.
* O governo deverá fazer um ajuste de conduta, acabar com este escândalo de desvios de fim dos recursos do FUNDEB.
* O governo deverá utilizar, segundo a Lei do Fundeb, que é de conhecimento de todos, 60% dos recurso para pagamento e valorização dos profissionais da educação.
* Nesta nova proposta não há acréscimo de nada, eleva o vencimento, em contrapartida retira os recursos da regência.
* Queremos ser valorizados SIM… MAS COM PROPOSTA…RESPEITE A NOSSA TABELA SALARIAL, RESPEITE O PRINCIPIO DE ISONOMIA SALARIAL.
* Queremos uma Proposta que atinga o Piso salarial, com cronograma, datas e percentuais em Lei, ah esqueci nem sempre se cumpre a Lei em nosso estado.
* Afirmar que 90% dos itens foram atendidos é MENTIRA, O PROFESSOR QUER SABER DE SALÁRIO, E ISSO QUE O GOVERNO OFERECE, É TIRAR DE UM LUGAR E COLOCAR EM OUTRO, EM OUTRAS PALAVRAS NÃO ACRESCENTA NADA.
* Queremos transparência nas contas publicas, os recursos do Fundeb, deverão ser utilizados somente com a educação, conforme determina a sua Lei…
Enfim, não desanimo, pois cada momento percebo que a melhor aula de cidadania para os alunos é perceber que nós lutamos por princípios, por direitos, por cumprimento de leis, por justiça social e por politica salarial. gosto de me referir a um grande professor de justiça social;”Hay que endurecerte pero si perde la ternura jamás”(CHE GUEVARA, Ernesto)
- Egino Valcanaia diz:
7 de junho de 2011 às 10:23 pmAlgumas questões estão engasgadas em minha garganta e preciso expô-las para ver se alguém sabe respondê-las:
Quando foi que passamos de mocinhos a vilões?
O que levou a imprensa a ter essa “sutil” conotação de que nós é que estamos exigindo mais do que pedimos no início?
Seria por que a tabela da semana passada, onde o governo retirava o prêmio educar e assiduidade apresentava valor maior que a atual? (Nessa aula de matemática eu devo ter cochilado, Moacir, porque não aprendi a somar dessa maneira)
Ou talvez seria por que a nossa regência de classe, direito adquirido, está tendo seu valor diminuído?
Quem sabe não é pela razão de que a lei do piso nos garante que esse valor deve ser aplicado seguindo o plano de carreiras e cargos?
Preciso de respostas, porque estou desenvolvendo úlcera nervosa de tanto me sentir penalizada pelo desânimo do Sr. Eduardo Deschamps.
Rita Fiamoncini Valcanaia
Professora de Biologia e para infelicidade financeira (apenas) esposa de um professor.
- Edimara diz:
7 de junho de 2011 às 10:59 pmCaro Moacir
Porque o atual governador não pede algumas sugestões para seu antecessor LHS, pois se SC precisava de ajuda financeira quem deveria ter solicitado era o LHS com a apresentação de um relatório justificado para a união! Mas o governo LHS não fez o dever de casa!
O atual governo não tem saída, deve valorizar a categoria agora ou ele terá um deficit de educadores. Para confirmar esta informação basta conversar com algum diretor de escola, e ele vai relatar a dificuldade de encontrar professores ao longo do ano letivo.
Se parte da comunidade e da imprensa acham que os professores foram precipitados e que estão impacientes, vale lembrar que ESTAMOS ESPERANDO DESDE MEADOS DE 2008 quando aprovada a Lei. Reitero também que nos últimos anos o governo nem corrigiu o valor da inflação em nosso salário. A proposta apresentada não paga piso na carreira e muito menos correção da inflação. Diante desta tabela que o governo nos apresentou paira uma pergunta no ar….. Com que moral vou incentivar meus alunos a estudarem?
E por Último reitero o que muitos colegas já escreveram…. estamos cansados, desmotivados, desesperados, deprimidos diante da situação que nos encontramos. Ou ocorre uma mudança já na educação (a começar pela valorização do educador) ou entrará num caminho sem volta.
- Arlete Das Graças Souza diz:
8 de junho de 2011 às 12:09 amDesanimado?!
Desanimador é o salário que recebo no final de cada mês.
Desanimador é chegar em casa com um enorme cansaço e pensar que o trabalho veio junto, em vez de cuidar da família e de mim mesma, tenho que preparar aula, corrigir atividades, fazer almoço para levar no próximo dia. Com o vale alimentação de R$ 6,00 por dia não dá para se alimentar todos os dias em restaurantes.
Desanimador é o problema de coluna que adquiri por consequência do trabalho de quase 25 anos de magistério. Muitas vezes além do cansaço, trabalho com dores.
Desanimador é pensar que minha função é de uma responsabilidade muito grande, afinal envolve vidas, e ser tão desvalorizada! já que além de ser professora tenho que ser psicóloga, mãe, enfermeira, amiga e assim por diante. Na sala de aula convivemos com muitos problemas da sociedade, ou seja, crianças abandonadas pela mãe ou pelo pai, crianças carentes de carinho porque os pais ficam fora o dia todo em busca da sobrevivência o que por sua vez esse aluno(a) não tem ajuda para os estudos em casa, crianças revoltadas com a própria vida por causa da fome, violência… Crianças com muitos problemas de aprendizagem vivendo situações de desamparo da SED junto com os professores, onde a inclusão é só para o papel sem oferecer estrutura para para um trabalho de apoio às crianças com necessidades especiais. Crianças que não têm noção de limites, onde a disciplina fica difícil para que professor possa desenvolver seu trabalho num ambiente de respeito entre todos os alunos.
Desanimador é um professor ter que trabalhar 40 horas numa sala de aula sem ventilador numa temperatura acima de 30 graus. Isso já aconteceu comigo.
Desanimador é o professor ter que trabalhar numa sala de aula com pouca iluminação, com os alunos reclamando que não estão vendo o que está escrito na lousa.
Desanimador é o professor trabalhar numa escola que não têm biblioteca.
Desanimador é o professor trabalhar numa escola onde não há sala de professores e sim um ambiente apertado. Na hora do lanche é difícil sair de um lugar para o outro. Tem ficar sentado.
Desanimador é o professor trabalhar numa escola com uma estrutura física bastante antiga, onde a fiação elétrica já está bastante danificada pelo tempo, a pintura deslocando, goteiras. Enfim, caindo aos pedaços por abandono do governo.
Desanimador é o professor receber um processo de progressão por tempo de serviço negado porque esteve doente (licença para tratamento de saúde em 2008). Isso é humilhante. Professor não pode adoecer. Se isso acontecer será castigado. Como se pudesse escolher entre adoecer ou não.
Desanimador é ter que lutar e ficar afastada da minha função por causa de R$ 1.187,00. É revoltante! Se comparar com o salário dos deputados, secretários, senadores, jogadores de futebol e assim por diante, dá um desanimo, uma revolta e muita tristeza. Quanta injustiça! Quem trabalha duro de 8 a 10 horas diárias, quem move o país ter que viver, conviver com representantes políticos que desviam o dinheiro do povo que deveria ser para o povo, como por exemplo o FUNDEB.
Sr. secretário para acabar com seu desanimo que tal viver e conviver com nossa realidade? Experimente sentir na pele o que vivemos no dia a dia.
- Adriana diz:
8 de junho de 2011 às 12:58 amParece que não está muito claro para governantes o motivo da greve. O que deu início a greve é o cumprimento de uma lei, a lei 11.738. Que por sinal é muito clara:
Art. 2º § 1o O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.
Repetindo: não poderão fixar o vencimento inicial das CARREIRAS. (É preciso respeitar o plano de carreira).
O magistério do estado de SC já possui um plano de carreira não é preciso que criem um novo, muito menos que modifiquem o atual. Apenas é preciso que aplique os 95% de aumento necessário para o cumprimento da lei.
Tirar daqui e dar ali… Que conversa mole!!!
Pare de descomprimir e comprimir, o que queremos é apenas o justo, ou seja, 95% no vencimento atual respeitando o plano de carreira e tudo o mais já adquirido. Não entramos em uma greve para perder direitos.
Quanto ao financeiro, penso que já houve bastante tempo para se adequar. 2008, 2009, 2010. Afinal a lei do piso é de 2008.
- Margaret diz:
8 de junho de 2011 às 1:00 amO Senhor Eduardo Dechamps está DESANIMADO? (tadinho…)
O que diremos nós, então? Posso ajudá-lo:
Se vivemos, hoje, este cenário: alunos sem aula, professor em greve a responsabilidade é de uma política de descaso implantada ainda nos governos anteriores DO (LHS0
* Chame o antigo Secretário, o antigo governador e cobre deles a programação para implantação do Piso.
* Peça ao atual que feche as SDR’s-cabides, que abrigam servidores que foram “lotados” sem concurso público.
* Ordene que a verba do FUNDEB seja investida na educação (60% para a folha de pagamento dos professores e 40% para investimento nas escolas) como manda a Lei.
* Não jogue a responsabilidade sobre nós. Não engane a sociedade dizendo que uma parte do magistério merece o piso e a outra onera a folha por causa dos triênios (triênio é gratificação por tempo de serviço).
* Acumular anos de serviço e buscar capacitação são pecados capitais?Vocês SÃO GOVERNO… BUSQUEM A SOLUÇÃO… ou caso não consigam resolver ENTÃO PEÇAM PARA SAIR.
Gilberto diz:
8 de junho de 2011 às 1:00 am Olá caro repórter! Gostaria de parabenizar-lhe pelo fundamental apoio/divulgação, que esta dando ao movimento!
Bem; gostaria de clarear um pouco mais as coisas. Sou professor em SC e minha esposa é professora no PR.
Isso somente é possível graças ao fato de morarmos em cidades limítrofes, sendo que o que as separa é apenas os trilhos da estrada de ferro!
A 22~23 anos, a história era outra! Um professor de SC ganhava muito mais que outro lecionando no PR! Posso afirmar que se um colega pegasse uma simples substituição de 5….6 meses, em SC, certamente iria ganhar todo o salário de UM ANO de outro colega, lecionando no PR.
Agora a verdade é outra! Ganho exatamente a METADE que minha mulher ganha no estado vizinho!
Por razões particulares não dou aulas no PR, sempre AMEI SANTA CATARINA! Adoro este estado, seu povo, suas origens, suas praias, campos, tudo aqui me parece mais LINDO! Mais exuberante!
Em vinte e poucos anos, vi a educação neste estado cair de tal forma que ficou quase impossível conversar com minha mulher sobre as belezas deste estado! É um estado que só teve governos que beiram a idiotice! Um após o outro!
Para garantir a manutenção da idiotice e desrespeito administrativo, temos os diretores como cabeças da manipulação politica. MUITOS destes coagem, pressionam, denigrem, ameaçam, fazem tudo o que podem para manter as COISAS como ESTÃO (Famosos CARGOS de CONFIANÇA)! Apenas uma jogada de mestre, para viabilizar sequentes governos inaptos a reger um estado que deveria estar voltado ao futuro, ao maior patrimônio que uma nação possui….OS JOVENS!
Nossos professores, pobres professores, estes com uma alma iluminada, uma força que transcende a negra realidade se elevam acima de todas as expectativas e prerrogativas, abrem mão de seu próprio futuro e de suas necessidades para prover uma educação de SOBERBA qualidade! Somos um dos MELHORES nos índices governamentais.
E isso…isso jogo na mesa quando discuto e ainda defendo minha querida SANTA CATARINA junto a meus familiares!
Estes professores estão ganhando um salário ridículo, mediante o MAGNÍFICO trabalho que desenvolvem!
Agora….passados mais de 22~23 anos…. tive a nítida impressão que as coisas iriam mudar!
Hoje tive outra visão! Vi um sindicato levando as suas regionais a ideia de que o movimento deve parar! Aceitar as propostas! Submeter-se MAIS UMA VEZ, ao ACHATAMENTO e a SONEGAÇÃO do que nos é de DIREITO….DI-REI-TO!
Acho que vou ficar mais alguns vinte e poucos anos (graças a Deus me aposento antes disso), vendo o PARANÁ ganhar exatamente o DOBRO de SANTA CATARINA!
Ps.: Caro Moacir e colegas, sabem quanto, de aumento, que fazendo e refazendo as contas, com a nova tabela de proposta governamental, irei ganhar? INCRÍVEIS R$: 200,00!!!!!
E esse reitorzinho meia boca, vem falar em desânimo!
Vá ESTUDAR seu REITORZINHO…..VÁ ESTUDAR!
Volte a escola, e espero que encontre bons professores, desta vez! Eles com certeza vão lhe ensinar coisas como VALORIZAÇÃO do ser humano e sobre a MÁXIMA importância de um PROFESSOR numa NAÇÃO!
Hoje descobri que esse era REITOR….o que falar do “outro”, indicado como um dos MELHORES prefeitos da maior cidade do estado….veja o que o cidadão fez com a educação! Parece que neste estado não existe NINGUÉM de tarimba para governar! É uma piada!
- Karla diz:
8 de junho de 2011 às 1:04 amEntão o Secretário Adjunto já desanimou.
O estado está no limite financeiro? E o SINTE sabe disso??? Foi o que ele disse???
Sabe quantas vezes nós já estivemos no limite financeiro? Sabe quantas vezes recorremos a empréstimos para poder nos manter??? Recorremos até esgotar nossa margem!!!
Façam o mesmo, recorram aos bancos que enriquecem a custas dos servidores públicos. Paguem juros como nós. Aposto que a margem do Governo é bemmmmmmmmmmm maior que a de todos os servidores juntos.
Pegou o estado quebrado!!! Sabia disso!!! Fez campanha para isso não fez?
Agora tem uma lei para ser cumprida e deve ser cumprida. Nós não temos que cumprir os 200 dias letivos? Ou em Santa Catarina não precisa mais cumprir as leis? É isso seu Governador???
Não iniciamos uma greve para aumentar vencimento e diminuir gratificações. A quem querem enganar??? A sociedade Catarinense? Não engana não…
Se não conseguirem o empréstimos, fechem as SDRs que de descentralização não tem nada. Desde quando as SDRs ou seus dirigentes tem autonomia para resolver algum problema da região? Todos os projetos que passam pelas SDRs tem que ser aprovados na capital. Todos os processos que passam pelas SDRs tem que ser aprovados na SED.Cadê a autonomia? O que se vê é um monte de cargos ganhando altas gratificações, se esbarrando pra não resolver nada. Porque não unifica as gratificações dos cargos comissionados também a 15%?
E o dinheiro do FUNDEB??? Por que será que voltou de mãos vazias de Brasília???
Parem de se fazer de coitados…. Todos nós sabemos que dinheiro tem…
Só não se esqueçam, vocês estão aí porque muitos Catarinenses confiaram em vocês e nas suas palavras, então sejam homens de verdade e honrem com o que disseram durante a campanha.
E não esqueçam que “vocês” são os únicos culpados de milhares de alunos estarem fora das salas de aula.
Resolvam isso de uma vez. E não tentem fazer com que nós pagamos a dívida de vocês. É muito fácil fazer caridade com o dinheiro dos outros, em outras palavras aumentam a tabela e diminuem a regência de classe.
Não sei se é pra rir ou pra chorar ( de rir). É piada da pior qualidade.
Não vamos deixar vocês fazerem com a nossa regência de classe o que Kleinubing fez com os nossos triênios.
Estamos cada vez mais unidos para que a Lei 11.738 seja cumprida. PISO é Lei.
Lei é para ser cumprida não para ser negociada.

7 de junho de 2011 às 8:21 pm
Como eles jogam com a opinião pública… dizer q estamos pedindo coisas diferentes???
As regências de 25% e 40% são conquistas de greves passadas, direito adquirido, nem deveríamos estar discutindo isso!!
Quer dizer q para dar um direito tem q tirar outro???
A cada proposta o governo usa o nosso próprio dinheiro e redistribui na tabela. Tira de uns, dá p outros. Tá na hora de abrir o cofre, sr Eduardo “desanimado” Deschamps.
Desanimados estamos nós com estas propostas de migalhas.