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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Depoimento retirado do Blog do Moacir Pereira

Autor: Eliane Scremin Comment:

Fui hoje a Igreja rezar e participar da missa. A Igreja lotada, sobrou-me o último banco e lá sentei. Depois do evangelho o padre comentou sobre a justiça dos homens e a falta de justiça da sociedade, questionou também a falta de ética, do respeito, do compromisso e também da banalização dos movimentos sociais. Foram palavras do padre, "se a massa vai pras ruas lutar por direitos que lhes são negados não podem ser chamados de baderneiros". O padre foi mais além, disse também que a sociedade hoje tem muita informação e da informação pode ter conhecimento de causa. Pode esclarecer-se melhor para poder ter mais consciência dos problemas que norteiam a sociedade. Tendo maior consciência, manifesta-se a solidariedade entre os homens.

Nesse contexto, o padre citou a greve dos professores, um movimento legítimo e que a sociedade hoje esquece o que é direito, que não só os professores deveriam lutar por essa lei mas toda a sociedade.

Diante disso, aluno não precisaria ser usado e ficar sem aula e os professores não precisariam fazer greve. A sociedade tomaria o lugar dos professores na luta e faria frente ao governo no cumprimento da lei.

Reflitam senhores pais, disse o padre!

Moacir, as palavras do padre me sensibilizaram, me mostra que nem tudo está perdido. Antes de sair da Igreja, fui cumprimentar o padre por suas sábias palavras e que valeu a sua mensagem, ele bateu no meu ombro e disse-me: "fiquei tão triste ontem ao ver na televisão aqueles professores passando frio, tendo que ficar naquelas barracas lá em Florianópolis, implorando por piedade pro governo, onde estamos, são professores". A indignação do padre e acredito de muitos é tamanha.

Moacir, acredito que essa greve serviu também para isso. Mas espero também que isso não pare por aqui!

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Fernanda Conceição da Silva Cherem

“O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)

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